sexta-feira, 13 de outubro de 2017

- Os dez mitos do Marketing

 

Na história da humanidade, criar mitos a respeito de poderes sobrenaturais para qualquer tipo de situação que foge ao domínio comum é muito recorrente. Com o Marketing não é diferente

 

Na história da humanidade, criar mitos a respeito de poderes sobrenaturais para qualquer tipo de situação que foge ao domínio comum é muito recorrente. Com o Marketing não é diferente, pois esta importante Estratégia Organizacional cresceu muito desde os anos 50 e atualmente conta com infinitas publicações que abordam pontos de vistas diferentes para cada elemento de sua definição. Analisando toda essa evolução, destaco (sob o meu ponto de vista) o que julgo serem os DEZ MITOS DO MARKETING.

O CLIENTE SEMPRE TEM A RAZÃO

O cliente nem sempre tem a razão ao declarar suas expectativas a respeito de um produto ou serviço. As empresas precisam manter canais de comunicação eficientes para ouvir as expectativas dos clientes a cerca de seus produtos ou serviços e alinhar estas expectativas com a realidade da proposta de valor que fazem a cerca dos mesmos. Assim como na vida pessoal, o relacionamento entre um produto ou serviço e seu mercado é uma relação entre pessoas e o principal motivo do rompimento dos relacionamentos é a falta de alinhamento das expectativas e realidades entre ambos. A certeza é que seu cliente tem pelo menos uma razão para considera-lo como uma possibilidade de compra. O segredo é ser capaz de ouvir esta razão e considerar o fato de atendê-la plenamente.

A PROPAGANDA É A ALMA DO NEGÓCIO

A propaganda está longe de ser a alma do negócio, pois uma boa propaganda não salva um mau produto ou serviço por muito tempo. Logo que o cliente experimentar este produto ou serviço e perceber a frustração de suas expectativas, não há boas propagandas que o salvem.  Por outro lado, uma propaganda infeliz pode prejudicar a evolução do ciclo de vida de um bom produto ou serviço, portanto a alma do negócio está no entendimento do estágio de relacionamento que eu possuo com meu mercado, considerando como ele está sendo atendido também pelos meus principais concorrentes. A partir deste entendimento é criado um conceito de comunicação para aprimorar o relacionamento que pode originar uma propaganda ou outra ferramenta de comunicação mais adequada.

O MARKETING É UM DEPARTAMENTO

O marketing não é um departamento formado por pessoas esquisitas que se vestem de modo irreverente, chegam tarde e vão embora cedo, gastam todo o lucro da empresa em propagandas de televisão, nunca são responsáveis pela queda nas vendas e tem o melhor salário da empresa. Marketing é uma estratégia de relacionamento com o mercado, na busca de resultados que superem o esperado para ambos (empresa e cliente). O Planejamento Estratégico define a essência organizacional, aonde se quer chegar e em que prazo e quais os objetivos maiores da organização (região de atuação, nível de lucratividade). O Marketing deve analisar se tudo isso é viável ou possível de acontecer, dadas às condições do mercado em que a empresa atua. A razão de qualquer negócio é o atendimento de um ou mais clientes e a importância de um negócio é uma relação direta da força econômica de seus clientes. O Marketing, portanto, é a consciência de que devemos gerir nosso negócio em função das condições de mercado.

PUBLICIDADE E PROPAGANDO É TUDO A MESMA COISA

Publicidade e Propaganda são duas ferramentas diferentes que fazem parte do Composto de Comunicação, isto é, a lista de todas as possibilidades que posso utilizar para me relacionar com meu mercado alvo. Dependendo da complexidade ou das normas e leis que regem a relação entre os produtos ou serviços e seus mercados, utilizamos as ferramentas de comunicação que melhor comunicam nossa Proposta de Valor aos clientes. A Propaganda tem o fim exclusivo de comunicar informações com objetivo de esclarecer os motivos pelos quais os clientes devem comprar produtos ou serviços. A Publicidade tem por objetivo maior contribuir para formar, fortalecer ou recuperar a imagem de uma empresa, uma marca, um produto ou serviço. Note que o objetivo principal da Publicidade não é o resultado de vendas puro e simplesmente, mas sim dar suporte a promessa de valores e serviços que estão inseridos nas Propagandas. Interessante notar que nos usos e costumes da língua, estas palavras foram tomadas por sinônimos. Não é raro ouvir profissionais se nominarem Publicitários, tendo uma agência especializada em Propaganda.

ESTAMOS NA ERA DO MARKETING DIGITAL

Considero que estamos numa era em que a mídia digital foi incorporada como uma importante ferramenta do Composto de Comunicação. Gosto muito da ideia de associar ações de marketing on (digital) e o marketing off  (materiais promocionais) porque eles se complementam de maneira que os resultados são otimizados. Insistir em um canal apenas pode estressar a relação com o cliente e produzir um efeito contrário ao objetivo buscado. Um exemplo de excesso de off é acreditar que se eu sair por ai distribuindo panfletos de promoções de produtos ou serviços vou conseguir todos os resultados que preciso, o que pode estressar o cliente em um momento que estamos preocupados com a sustentabilidade das ações e de como essa papelada toda pode interferir em nossa qualidade de vida como cidadãos. Um exemplo de excesso de on é concentrar toda a verba de comunicação em mídias sociais ou sites e achar que vou tirar daí todo o meu sucesso, no momento em que o cliente não aceita tratar de negócios nas mídias sociais e a tecnologia dá a oportunidade de desenvolvimento de sites gratuitos que nem sempre refletem a realidade dos produtos ou serviços oferecidos. A melhor decisão é avaliar como sues clientes fazem contato com sua marca e quais recursos on e off você deverá utilizar para comunicar sua proposta de valor de forma plena.

O PRINCIPAL ATRIBUTO DO MARKETING É A CRIATVIDADE

Costumo dizer que Criatividade só com Estratégia. Tentar ser criativo na comunicação com o cliente sem analisar os conceitos estratégicos que norteiam a essência da marca e seu relacionamento com a essência dos seus clientes é um jogo de sorte e azar. Temos uma legião de Campanhas de Comunicação superpremiadas por sua criatividade e que foram verdadeiros desastres em resultados de vendas. Nestes casos os clientes se lembram de detalhes da propaganda e de como se divertiram com ela, criando até jargões largamente utilizados na convivência pessoal, mas sequer se lembram do produto ou serviço que a patrocinou ou pior, atribuem seu patrocínio ao concorrente. Ao analisar estrategicamente o momento do mercado em que está inserido meu público alvo, como ele está sendo atendido por meus concorrentes, quais são suas necessidades e expectativas futuras, serei muito mais criativo ao comunicar minha proposta de valor e poderei contribuir decisivamente para que nosso relacionamento possa se converter em resultados de longo prazo.

MARKETING É COMUNICAÇÃO

A comunicação é uma das ferramentas de marketing. Quando Kotler notabilizou os famosos 4 Ps (Produto, Praça, Promoção e Preço) do mix de marketing, atribuiu claramente o que se pode esperar do P Promoção no qual a ferramenta comunicação está inserida. A genialidade está no equilíbrio e harmonia em que os 4 Ps trabalham juntos para a conquista dos objetivos. Isso é Marketing. Pensar em comunicação sem considerar o que o Produto oferece, em que locais a Praça o deixará disponível e qual o Preço seu cliente deverá pagar para obtê-lo é uma plano de ação que está sujeito a fatores incontroláveis para o sucesso. É por isso que alguns profissionais insistem em dizer que não é possível medir o resultado dos investimentos em Publicidade e Propaganda. Não é possível porque eles agiram de forma isolada, sem considerar os 4Ps como um todo e daí ficam rezando para que o resultado seja melhor do que o esperado, ou se apegam a medições sem conclusões mensuráveis (quando são analisados de forma isolada) como o famoso top of mind, por exemplo.

O MARKETING CONSEGUE CRIAR NECESSIDADES NO CONSUMIDOR

Essa é uma dos maiores mitos de marketing que conheço. Muitas pessoas acreditam que o marketing pode criar necessidades que as pessoas nem sabiam que tinham e assim manipula-las como verdadeiros robôs de consumo inconsciente. Outras ainda fecham os olhos nas propagandas de cinema porque ouviram falar que existem mensagens subliminares capazes de programar o livre arbítrio humano a consumir as marcas que os patrocinam. Isso tudo é subestimar a capacidade do ser humano em exercer o que eu chamo dos Três Poderes do Cliente: o Poder de Escolher, o Poder de Comparar e o Poder de Sonhar. Graças a estas capacidades de relacionamento com produtos e serviços é que as empresas lutam palmo a palmo pela conquista de seus clientes, que nos dias atuais tem um nível de fidelidade cada vez mais baixo. Nunca exercemos tanto nossa capacidade de escolher como nos dias atuais, isso porque a quantidade de ofertas aumentou significativamente e nos tronamos muito mais exigentes. É só verificarmos a quantidade de empresas que eram líderes absolutas em seus mercados e que foram literalmente substituídas por outras que souberam entender melhor as tendências de necessidades de seus clientes. Por que a Olivetti não é a principal marca de teclados do mundo? Por que a Kodak não tem a melhor máquina digital do mundo? Por que a Ford não é a líder mundial de vendas de automóveis? Será que se esqueceram de como se faz para criar as necessidades de seus clientes?

 MARKETING É ENFEITAR O PRODUTO PARA AUMENTAR A VENDA

Infelizmente ainda escuto alguns comentários do tipo: Este produto não é bom não, é puro Marketing. Confesso que quando escuto frases como essa não consigo me conter e tento argumentar uma visão um pouco mais profunda ao sujeito que deu sobrevida, sem pensar (espero eu), para este antigo mito que envolve o marketing. Hoje com a evolução competitiva dos principais mercados, o apoio de leis bem regulamentadas e o acesso que os clientes têm a informações, tentar enfeitar um produto para aumentar a venda é um crime. Se não for configurado como crime contra o código do consumidor é pelo menos um crime contra a longevidade de uma marca, produto ou serviço. Tentar enfeitar um produto para vendê-lo pode ser uma ação isolada em um momento específico do relacionamento de um produto ou serviço e seu mercado alvo. Às vezes o varejo enfeita um produto com uma promoção especial de descontos do tipo: mas é só até sábado, que é aceita como uma oportunidade de comprar um produto ou contratar um serviço em condições mais vantajosas. Em outras ocasiões vemos as famosas promoções leve 3 e pague 2, ou na compra de cicrano ganhe beltrano, que tem a intenção de fazer girar o estoque ou alavancar a venda de um produto em lançamento. Estas ações podem fazer parte de uma Estratégia de Marketing, mas enfeitar um produto de qualidade limitada para ser comprado por um preço de qualidade superior não é, não foi e nunca será Marketing.

MARKETING É SÓ PARA EMPRESAS GRANDES

Sempre digo para pequenos e médios empresários que quanto menor o recurso disponível, mais necessidade se tem de uma boa Estratégia de Marketing. Se para as grandes empresas as ferramentas de marketing são utilizadas de forma irresponsável para saciar as vaidades de Diretores e Publicitários, na empresa média e pequena um Plano de Marketing é questão de sobrevivência. Isso porque as empresas grandes podem ser dar ao luxo (por pouco tempo) de dizer que um mau investimento não deu resultado. Para o médio e pequeno, um mau investimento dá sempre resultado negativo e o pode inviabilizar o negócio. O sonho de algumas pequenas e médias empresas é colocar seus produtos ou serviços na televisão para arrebentar de vendar. Um Plano Estratégico de Marketing bem elaborado prova que nem sempre um investimento tão caro é necessário para se obter o resultado desejado. Com uma boa estratégia é possível identificar ações menores e mais adequadas para a relação entre a empresa e seu mercado alvo, que oferecem resultados muito mais consistentes. O sonho de toda empresa multinacional e de grande poderio econômico é ter uma relação personalizada com seus clientes, sendo que muitas estão investindo altas somas em tecnologia para viabilizar tal proximidade. O Médio e Pequeno negócio deve aprimorar este relacionamento enquanto ele é possível e tratar seu cliente com verdadeira intimidade. Tem gente grande querendo se disfarçar de pequeno para se aproximar dos clientes e alguns pequenos economizando todos os recursos para parecer grande e ficar longe deles. O Marketing dá o verdadeiro sentido para o relacionamento com o cliente e deve ser utilizado por Grandes, Médios e Pequenos.  O segredo é saber utiliza-lo na medida certa.

 

Alberto Mistrello é Consultor organizacional, Professor de MBA da IBE-FGV e Palestrante.

 

quinta-feira, 5 de outubro de 2017

ARTIGO - Está caro ou barato?

Temos que entender que o preço é, apenas, mais um dos elementos da estratégia de vendas de uma empresa (não é o único). Isso precisa ficar claro antes de demonizarmos aqueles que praticam preços baixos

Em tempos de vendas difíceis, clientela escassa e baixo crescimento da economia, sobrevive melhor o empresário que busca alternativas de diferenciação frente aos seus concorrentes. Há várias formas de fazer isso, sendo bastante recorrente a redução de preços. Condenada por muitos empresários, tal prática precisa ser entendida como opção legítima e que não expressa, necessariamente, urgência em baixar os estoques.

Reduzir preços não pode ser considerada uma atitude vil ou desonesta (a única exceção é a prática de dumping, mas isso é proibido pela legislação e punido pelos órgãos competentes). Temos que entender que o preço é, apenas, mais um dos elementos da estratégia de vendas de uma empresa (não é o único). Isso precisa ficar claro antes de demonizarmos aqueles que praticam preços baixos. 

Empresários competentes contemplam, além do preço, a distribuição. Pense em como pode haver uma diferença expressiva no preço para o consumidor, se a venda for realizada através de um site ou diretamente na loja. Essa diferença se explica em função do custo operacional que o lojista tem para manter seu negócio em uma loja física, com uma estrutura muito mais onerosa.

Outra questão importante é a comunicação. Quanto mais intensa esta for, mais conhecido será o produto ou serviço e, consequentemente, mais desejado ele se torna. Isso pode permitir a prática de preços mais elevados. Não se trata, contudo de uma regra. A rede Habibs, por exemplo, faz uma comunicação intensa para divulgar seus preços mais baixos (e não há motivos para julgar que esses preços sejam vis).

Por fim, há a questão do produto. Aqueles de maior prestígio normalmente estão atrelados a marcas que justificam um preço mais alto, enquanto os de menor prestígio precisam de um apelo maior para vender, o que às vezes se traduz em um preço menor. A maionese líder de mercado pode cobrar cerca de 30% mais do que o segundo colocado.

Podemos dizer, em função disso, que o desafiante está aviltando o mercado por cobrar menos? É claro que não.

Preço, portanto, é uma decisão estratégica que leva em consideração vários elementos. Pensemos na prática adotada atualmente pela BMW, que está vendendo seus carros com condições excepcionais de financiamento. A razão para isso são seus objetivos de médio prazo, que incluem conquistar um mercado que, atualmente, pertence à Mercedes-Benz.

Em última análise, antes de pensar que um fabricante está praticando um preço vil por vender barato, tente entender sua estratégia para verificar se o que ele está fazendo não é uma acertada decisão.

 

 

João Batista Vilhena é consultor sênior do Instituto MVC. Tem 35 anos de experiência profissional em Treinamento, Consultoria e Coaching, nas áreas de educação, gestão, marketing, negociação, vendas e distribuição. É doutorando pela Universidade de Rennes/França, mestre em Administração pela FGV e pós-graduado em Marketing pela ESPM/RJ. É coordenador acadêmico do MBA em Gestão Comercial da FGV.
Já atendeu mais de 109 empresas nacionais e multinacionais de diversos setores. Como palestrante participou de importantes eventos nacionais e internacionais.
Colunista da Revista VendaMais, escreve regularmente artigos e resenhas em veículos especializados, entre os quais Revista Melhor e HSM e IMVC UPDATE.

 

terça-feira, 3 de outubro de 2017

Por dentro do "consumer insight"

 

por Renato Pelissaro*

 

Mais do que administrar mercados, os profissionais de marketing sabem da importância de identificar, mapear, interpretar, acompanhar e antever os novos códigos e expressões culturais e comportamentais que regem a vida contemporânea. É o que se chama de consumer insight, uma ferramenta que, se já não faz parte do seu portfólio, precisa ser adquirida o quanto antes.

Empresas globais e agências de publicidade investem cada vez mais no consumer insight para tentar "entender" quem é o consumidor e o que ele quer, de fato, além das brumas das redes sociais.

Pensando na necessidade de se tornar parceiro dos consumidores e convencê-los de que podem depositar confiança no relacionamento com uma marca, por exemplo, essa importante mudança de postura por parte das companhias vem se tornando cada vez mais presente. Mudança que vai muito além da retórica, começando pela implantação, nas empresas, de todo um código de novas diretrizes aos funcionários.

Missão primária? Tratar o público não como consumidor, mas, sim, como pessoa - com todas as suas facetas, ou, pelo menos, as que deixam entrever entre um like e outro.

Como rezam os princípios da antropologia de consumo, isso significa dizer que empresas e agências reconhecem que, para além do que se consome, indivíduos estão presos a outras dimensões, que orientam e dão sentido àquilo que fazem ou deixam de fazer.

O desafio que vem pela frente é enorme - e, tenha certeza, fundamental para a sobrevivência das marcas. É necessário acompanhar e compreender a complexidade do pensamento humano a cada estação. E entender o impacto das dinâmicas culturais e das tendências de comportamento.

Vem daí a necessidade de se compreender as atitudes e práticas de consumo das pessoas nos vários cenários que compõem suas vidas. Não é tarefa fácil. Exige, antes de mais nada, uma dose bastante grande de humildade, que, empresarialmente falando, é a noção de que estamos sempre aprendendo sobre nosso core business. Só agindo dessa forma empresas e marcas chegam aos insights corretos, às conexões realmente relevantes para atingir (e, o que é mais importante) interagir com seu público-alvo.

Se você ainda não está devidamente informado sobre o assunto, conheça alguns  "amigos" online que podem lhe ajudar (e também ajudar a sua equipe de vendas) a melhorar a performance junto a seu público-alvo. Com eles, você evita replicar erros e aumenta, consideravelmente, o índice de acertos.

 

Google Trends

A ferramenta gratuita do Google é um analisador de tendências bastante poderoso. Por meio dele é possível buscar termos e comparar palavras-chave em um período pré-determinado. Uma empresa que deseja otimizar seu e-commerce com uma campanha de links patrocinados, por exemplo, pode decidir sobre quais palavras-chave investir em seus anúncios após uma pesquisa na ferramenta.

Também é possível descobrir os assuntos mais procurados dentro da área de atuação do seu e-commerce e, assim, criar conteúdos de acordo com essa busca, ampliando as chances de ser encontrado e, consequentemente, escolhido pelos consumidores.

 

Audience Insights

Esta ferramenta é do Facebook, também gratuita, voltada para anunciantes da rede social. Por meio dela é possível acessar muitas informações relevantes da sua audiência  e suas intenções de compra online - incluindo dados geográficos, demográficos, de comportamento e muito mais. 

 

Planejador de palavras-chave

Outra ferramenta gratuita do Google, esta funciona como um curso para criação de novas campanhas baseadas em palavras-chave. O usuário pode pesquisar ideias de palavras-chave e de grupos de anúncios, comparar o desempenho de listas de palavras-chave e criar uma nova lista a partir da união de listas.

O ponto-chave aqui é filtrar ao máximo a incidência de palavras-chave para chegar a um mapa mais aproximado do que os internautas estão, de fato, buscando. Desta forma, uma campanha publicitária aumenta, exponencialmente, suas chances de atingir as pessoas certas na hora certa, com baixa dispersão de investimentos.

 

Empresas de pesquisa

Uma excelente opção para quem tem um pouco mais de dinheiro no caixa é investir em uma empresa especializada em pesquisas de consumer insight. Existem centenas de opções à disposição e muitas empresas que realizam tomadas de pulso com o consumidor em painéis online, o que significa que o gasto com essa iniciativa vem ficando menor com o passar do tempo.

A escolha de um bom parceiro pode, sim, transformar a vida do seu e-commerce e trazer mais e bons negócios para você.

 

(*) Renato Pelissaro é diretor de Marketing do PayPal para a América Latina

 

quinta-feira, 21 de setembro de 2017

ARTIGO - Carreira em tempos de crise

A impermanência da vida é inquestionável! Compreender e aceitar que a nossa vida é repleta de altos e baixos e perseverar buscando evoluir continuamente é uma das chaves para prosperar em todos os níveis e momentos da nossa vida.

 

Crises fazem parte da roda da vida de todos nós seres humanos. Uma das poucas certezas que temos quando estamos no topo da roda é que ela vai girar e que a etapa seguinte poderá ser inevitavelmente estar lá embaixo da roda. Quando estivermos lá embaixo teremos a convicção de que muito esforço deverá ser feito para empurrar a roda para cima e nos recuperarmos.

O que fazer quando fatores externos influenciam nossas metas,  objetivos e carreira?

Nossa carreira pode sofrer reveses quando momentos econômicos complexos como este que estamos vivendo no Brasil acontecem. Ajustar as velas é extremamente importante para aproveitarmos os melhores ventos que sempre sopram.

A tempestade passa, pode demorar, mas passa!

E para lidar com momentos tempestuosos, haja flexibilidade, coragem, foco, resiliência e determinação! Sim, sabemos que precisamos ter todas essas qualidades para lidar com as adversidades da vida e com os tufões e obstáculos que aparecem.

E então, eu te pergunto, como vai o seu treinamento interno, o seu foco no desenvolvimento das habilidades citadas acima?

Recursos, ferramentas  e competências  para vencer as batalhas diárias

Um mindset (programação mental) focado no crescimento e na transformação é imprescindível em momentos de incertezas e mudanças. Sabemos sobre a complexidade de sairmos do nosso mindset fixo, que é quando ficamos confortavelmente ancorados nos nossos comportamentos conhecidos e repetitivos.

Para identificar se o seu mindset é de crescimento, responda para você mesmo…

Você reconhece e aprende com os seus erros?

Encara positivamente os desafios?

Persevera nos momentos difíceis?

Busca aprender com as suas falhas e encara as críticas como construtivas?

Identifica profissionais que são exemplos e inspiradores para você?

Se a sua resposta for positiva para a maioria das afirmações acima, parabéns, o seu mindset é de crescimento e você é capaz de mudar e se desenvolver não importa o 'tempo' que esteja fazendo lá fora. Agora se a sua resposta para as perguntas acimas foram negativas…Vale saber que você pode ter domínio sobre a sua atitude mental!

Você já reparou que quando mudamos de casa, por exemplo, sempre nos damos conta das inutilidades que guardamos, do excesso que insistimos em manter, da redundância de apetrechos que por vezes não fazem mais parte da nossa vida. E ao nos desfazermos e nos desapegarmos, nos damos conta que ficamos mais leves, com mais espaço e revigorados.

Assim como, algumas carreiras que precocemente escolhemos e nos propomos a seguir podem nos extenuar ao longo do tempo, nos cobrar em excesso, não fazer mais sentido no momento atual, não estar alinhada com os nossos valores, nos entediar e nos oprimir.

O que isso acarreta? Inevitável insatisfação, cansaço, baixa produtividade, desconexão com os nossos propósitos, falta de realização e  finalmente, nos exaure!

Aí está a  oportunidade para mudar, para se encorajar e aproveitar os momentos de incerteza para fazer diferente, esta é a hora de fazer a roda da vida girar em outras direções. Encorajar-se e evoluir!

Este atual tempo que vivemos não é de respostas, mas de muitas perguntas.

Enquanto o tempo passa, o que você está fazendo da sua vida?

O que você continua querendo da sua carreira?

Como você se vê daqui a um ano?

Aproveitar com foco e determinação os momentos de adversidades não é para todos, mas se o seu mindset for de crescimento, você não vai jogar a toalha e nem abandonar o barco!

 

Vera Mello, NeuroCoach, de carreira e de Vida, Coach Corporativa; Mentora de pessoas e de profissionais, focada na realização e na satisfação dos seres humanos e Professora da IBE-FGV.

 

 

 

 

 

 

terça-feira, 15 de agosto de 2017

Evolução Profissional

Sérgio Dal Sasso

Evoluir é conquistar um estagio tradutor das informações necessárias para uso naquilo que pretendemos, garantindo a renovação para melhorias das performances.
Mais do que inteligência, toda a evolução sempre estará ligada à forma pratica de se obter meios facilitadores, ou seja, a competência está na capacidade conjunta entre negócios e pessoas para que tenham potencial de separar o que é perda de tempo do que acrescenta e estreita vínculos. Bons projetos são aqueles que conseguem fazer com que os outros percebam vantagens e desejos para a substituição, todo o resto é bobagem.

Sérgio Dal Sasso,  
gestão de negócios, consultor e palestrante,  
 
O mundo, pelo excesso de oferta e natural evolução competitiva, estará sempre desenvolvendo filtros seletivos para optar pelos modelos que mais suportem as formas que cada um tem para construir seus gostos e negócios. Trabalhamos para ter o melhor produto de escala, mas com diferencial de oferta para atender os estilos das diversas tribos, desta forma é inevitável que um mesmo produto atenda a diferentes finalidades.

Assim os negócios não são feitos pelo que aparentemente oferecem, mas pela forma com que são moldados para atender diversidades de situações e valores. Na pratica mesmo um veiculo popular, pode satisfazer a todo tipo de consumidor, de todas as faixas aquisitivas, podendo ser o primeiro carro de um jovem, vestindo seus ideais e valores ou ao mesmo tempo atender a um respeitado executivo de uma empresa para monitorar a sua segurança. Nestes casos será a linguagem e o conhecimento da necessidade versus o domínio do processo que fará a diferença para garantir a própria escala.

Falando em negócios, nas ultimas décadas acumulamos uma serie de recursos facilitadores para uso no exercício das atividades. Um dia observando um velho amigo surfista, verifiquei que não estava usando “lasch”, aquela cordinha que segura a prancha quando “neguinho” cai na onda, e sabendo que essa ausência não era por problemas de custos, perguntei o porque da dispensa do acessório e a resposta foi que não queria ficar preguiçoso, acomodado e vacilar nas ondulações. Essa era a sua formula para continuar a trabalhar na seleção e qualidade do seu próprio desempenho. 

Das ondas para os negócios, tecnologia demais pode acomodar, causando distanciamento dos pequenos detalhes somente percebidos quando no “front” dos acontecimentos, aonde sempre é indispensável sermos presentes e atuantes, pois para equações de volumes, devemos estar perto da fonte dos detalhes, dos costumes e assim propor o que chamamos de tendências.
Penso que toda profissão nasce da nossa capacidade no lidar com pessoas, na experiência do campo e sua evolução como abridor de portas, na missão de dominar e superar as metas, no amadurecimento necessário para a própria evolução e seleção dos produtos e ou serviços que representamos, na disposição de conhecer e se envolver com os mercados, e na visão refinada para orientar aqueles que destinamos nosso trabalho. Creio que tudo isso completa o perfil de qualquer atividade, que hoje não mais se resume no domínio do exercício satisfatório, pois como no caso do surfista, isso não mais funciona para quem quer vencer em mercados tipo funil aonde até a densidade do suco faz diferença.

Ainda não conheci um grande executivo que não tenha sido office-boy, um grande vendedor que tenha crescido com a ausência do aprendizado e conhecimento enfrentando à gestão de problemas para o domínio dos seus clientes. 

Hoje entendo o como é importante saber selecionar os meios para a educação e evolução, saber escolher o show daqueles que realmente se tornaram talentos pelo resultado de um trabalho acrescido de sucesso, vivência e experiência.
Nunca acredite que o branco pode ser mais branco, pois essa é uma cor única que jamais sofrerá variações.

domingo, 13 de agosto de 2017

Administração, ética e resultados

Sérgio Dal Sasso


Sérgio Dal Sasso, gestão de negócios, consultor e palestrante,  www.sergiodalsasso.com.br

Do jeito que a causa publica está bem representada, to pensando em ficar um pouco mais leve com as teorias da administração, substituindo-as por um MBA pratico voltado a bandidagem e seus meios facilitadores para uma aposentadoria plena e ainda melhor, antecipada.
Passo uma vida tentando educar saudavelmente profissionais e empresas, mas a cada dia vai ficando mais complicado, pois esses meninos da praça da Sé persistem com a exposição de fotos nas primeiras paginas da mídia, ocupando espaços de coisas e causas que podiam ser mais produtivas. 

Mas tudo bem, cada um tem sua missão, e de certo, o que hoje é tupiniquim, amanhã será incorporado por uma necessidade de sobrevivência real, somada com a obrigatoriedade de uma gestão de suporte ao mercado, e não o contrario. 

Nunca devemos esquecer que o que fazemos para viver depende desde o inicio, do ser bom para garantir durabilidade, pois mesmo fazendo certo já é muito difícil acertar caminhos que garantam a capacidade de renovação diante da complexidade evolutiva, da adaptação às leis que regem os mercados, suas exigências e diversidades de opções. 

Temos como opção de vida, pular lógicas para antecipar resultados, mas nunca podemos esquecer que existe muita afinidade entre riscos e rentabilidade. Nos limites do resultado podemos traficar cocaína ou investir na poupança, a opção é de cada um, assim como o tributo a ser carregado pelo peso da consciência, pois a ética é o equilíbrio que conforta o sono dos justos, possibilitando que os atos alimentem a admiração que plantamos para estabelecer famílias.

A garantia de uma gestão saudável de muito supera as intenções das missões e valores pretendidos. Dependem de uma formação com fundo idealista acima do materialista, aonde os propósitos se confundem com o amor e repatriação de possibilidades aos próximos para que continuem próximos.
 

sexta-feira, 11 de agosto de 2017

Colheres tortas

Conrado Adolpho 

Conrado Adolpho Vaz (www.conrado.com.br) educador, publicitário, estrategista e palestrante. Sua formação vem de escolas de excelência como ITA e Unicamp. Há mais de 12 anos vem preparando adolescentes e adultos para vencerem grandes desafios com determinação e criatividade. Escreve e ministra seminários, palestras e treinamentos em webmarketing e marketing digital, marketing pessoal, marketing educacional, vendas, atendimento ao cliente e planejamento pessoal.
O homem, consumido pelo dilema do pós-morte, suplicou para que Deus o levasse ao céu e ao inferno para conhecê-los. Deus resolveu atendê-lo e assim o fez.  
Após sua viagem espiritual, contou aos seus amigos o que tinha visto.
- Como é o inferno ? Perguntaram-lhe.
- O inferno é algo de horrendo. Logo na entrada há uma ampla mesa redonda com milhares de almas sentadas a sua volta. No centro da mesa, muito mais longe do que qualquer braço poderia alcançar, há uma enorme tigela com uma sopa muito cheirosa e apetitosa. Como ninguém a alcançaria, Deus lhes deu enormes e antigas colheres para que pudessem se alimentar, porém, as colheres, por terem sido muito castigadas pelo milênios, estas são irregulares e muito tortas. Ninguém consegue se alimentar, pois derramam a sopa antes dela chegar-lhes à própria boca. Centenas morrem de fome todos os dias em frente ao alimento que lhes salvaria.
 
  Comoção  geral. O inferno realmente uma visão que ninguém quereria para si.
 
 - E o céu? Diga-nos como é o céu.
- O céu é algo de maravilhoso. Logo na entrada há uma ampla mesa redonda com milhares de almas sentadas a sua volta. No centro da mesa, muito mais longe do que qualquer braço poderia alcançar, há uma enorme tigela com uma sopa muito cheirosa e apetitosa. Como ninguém a alcançaria, Deus lhes deu enormes e antigas colheres para que pudessem se alimentar, porém, as colheres, por terem sido muito castigadas pelo milênios, estas são irregulares e muito tortas. Como seria muito difícil levar a sopa à própria boca, um alimenta o outro e as milhares de almas vivem em constante paz e harmonia.
 
Você acha que essa história está muito longe da sua realidade? Que não passa de uma fantasia à la Esopo?
 
Ela está acontecendo a todo momento em seu coração.
 
Consideramos determinados lugares ou situações o nosso inferno e em outras ocasiões, achamos estar no paraíso. Assim como Al Ries escreveu que o marketing é uma batalha de percepções, a vida também é uma batalha de percepções. Não existe realidade mas sim realidade percebida. Você faz de sua vida um paraíso ou um inferno. Tudo depende da maneira como enxerga uma situação, como um problema ou como uma oportunidade.
 
Todo o Universo está dentro de você.
 
Quando estiver diante de um cliente, diante de uma venda ou diante de um problema, pense nas percepções relativas que cada um de vocês estão tendo da situação. Isso o ajudar a fechar muitos negócios
Pense nisso.