Pular para o conteúdo principal

E a Internet Parou!

Sérgio Dal Sasso: Palestras, Treinamentos, Aulas Magnas, Consultoria - Administração, Educação Corporativa, Empreendedorismo – 03/07/2008.

Em 03 de julho de 2008, o principal sistema de banda larga do Estado de São Paulo, simplesmente parou. No meu caso percebi a ausência da conexão a 1h00 da madrugada, e como todos os usuários dependentes, ficamos em parafuso.

Primeiramente diante desse colapso virtual, logo achei que o problema se encontrava em algo dentro do meu próprio sistema. Ajusta aqui, limpa ali, tiram-se o excesso de spams acumulados nos arquivos temporários, reorganizam-se os dados acumulados no Windows e nada.

O desespero tornou-se maior e ai vem a última tentativa, acionar contato com os responsáveis. Digita-se o telefone com DDD e logo vem a fantástica notícia (em forma de recado eletrônico) de que o sistema está fora do ar, mas que em pouco tempo (prazo de uma hora) tudo estará resolvido.

Passa-se tal hora, mais e mais, e verificamos que a coisa é seria. A rede é hoje tão vital para os negócios, como eram os cadernos de apontamentos do passado, a máquina de datilografia, a Xerox, os “combines” que fazíamos nos PC consolidando dados, em proporção com o volume de pessoas necessárias para tocar tudo isso. Ainda lembro bem que quando usávamos mais o potencial humano diante dos conflitos, as soluções paliativas criadas eram menos impactantes, do que o despreparo atual “pessoas x tecnologia”, quando detectamos obstáculos.

O mundo nos integrou, mas com o mal de concentrar e convergir tudo para o hábito da facilidade eletrônica. Aproximou-nos em escala de um universo de pessoas, mas que no fundo, tal como a dependência da rede, vem transformando nossas aproximações em algo estranho pelos extremos: Aberto, mas distante das saudáveis relações duradouras.

Não cabe nesse momento justificar o porquê das causas que geram as interrupções, apenas reflito quando um dos motivos maiores é o de vender na frente da adequação de suporte, fazendo com que o atrativo do marketing de massa acumule ganhos, antes da real sustentabilidade estratégica para que prevaleçam garantias de qualidade e respeito ao consumidor. Resumindo... Estamos perdendo os princípios da dignidade e transparência, por processos de negociações dirigidos e insistidos diante de um consumidor de impulso, com atitudes articuladas artificialmente para satisfazer o presente, sem a plena certeza de que vamos sustentar o próprio futuro.

Cabe-me também agradecer essas ausências temporárias e virtuais, para que possa refletir que nada disso tem grande valor quando deixamos de lado as coisas que ainda devem ser feitas para que sejamos apenas felizes.

Obrigado “Telefônica”, pelo dia de reflexão que nos propiciou! Prometo que não ligo mais para receber as mesmas explicações, automatizadas e possíveis dentro de tanta ganância por volumes, que respondem por um total distanciamento do que seria o investimento ideal, com a inclusão de gente que de fato entenda de gente. Segue uma breve sugestão para o momento: Tente fazer menos marketing e acertar aquilo que se propuseram de forma a evitar que um exército de clientes deserte pelo não mais acreditar no que vocês construíram.



www.sergiodalsasso.com.br

www.educacaoprofissional.com.br

www.sergiodalsasso.blogspot.com

Comentários

Patrocinado

Patrocinada

Patrocinada
Loja Uol

Postagens mais visitadas deste blog

A liderança tem o poder de desenvolver potenciais

Especialista em Recursos Humanos do Buttini Moraes acredita que cuidar, inspirar e transformar motiva os profissionais a ampliarem sua produtividade e se aperfeiçoarem constantemente, liberando todo seu potencial Desempenho e Potencial são conceitos fundamentais para avaliar e desenvolver profissionais no ambiente corporativo, cada um com foco em diferentes horizontes temporais e características, mas igualmente essenciais para o crescimento individual e o sucesso organizacional. O desempenho reflete o presente, traduzindo-se nos resultados concretos e mensuráveis que um profissional entrega em suas funções atuais, como o cumprimento de metas e a qualidade das entregas, evidenciando sua competência técnica e impacto imediato. Já o potencial aponta para o futuro, indicando a capacidade de um profissional evoluir, assumir responsabilidades maiores e se adaptar a desafios, por meio de características como curiosidade, resiliência e visão estratégica. Enquanto o desempenho avalia o que o pr...

Quem Vê Cara Não Vê Coração?

A famosa frase: “Quem vê cara não vê coração” é conhecida há décadas (se é que não há séculos). Muito romântica e criadora de esperanças, é usada para falar de amor e ódio, bondade ou maldade, etc. No entanto, quando trazemos tal afirmação para os conceitos mercadológicos, essa frase elaborada de forma afirmativa é totalmente improcedente. Para o mercado, a “cara” é preciso ser muito bem vista e valorizada, caso contrário, não haverá interesse do consumidor em conhecer melhor o produto, serviço, empresa ou profissional e se “apaixonar” pelo coração, pela alma e por tudo mais que apresente de melhor. Vamos analisar alguns exemplos simples, para esclarecer esse entendimento: Verifique as embalagens de perfumes famosos (tanto as de vidro quanto de papel, em especial as de vidro). Sempre são inovadoras, provocantes, sensuais, delicadas. São diferenciadas para criar no consumidor o interesse em ir até elas e experimentar suas fragrâncias. É preciso conquistar antes pelos olhos, depois pelo ...

Transição de carreira entra no radar profissional de 60% dos trabalhadores no Brasil

  O que faz uma pessoa desejar fazer a transição de carreira ou emprego? Segundo dados obtidos pela plataforma social LinkedIn, mudar de área está nos planos de 60% dos 1.300 trabalhadores brasileiros pesquisados. Desse número, 20% afirmaram que já estavam buscando novas oportunidades de trabalho em áreas diferentes. A chamada transição de carreira é complexa, na maioria dos casos e se desenvolve pelo desânimo na profissão escolhida até motivos pessoais, e quase sempre, insatisfação pessoal com as escolhas profissionais. “Mudanças radicais exigem muito mais esforço, preparo e cuidado, como fazer cursos direcionados, que podem não ser tão rápidos. Uma nova formação pode levar semanas e até meses para ser concluída, e o mais prudente é ir gradualmente. Abandonar uma carreira já estruturada sem nenhuma preparação ou formação é uma aposta que normalmente não vale a pena e encontra resistência no mercado” explica Karina Pelanda, Gerente de Recrutamento e Seleção da  RH NOSSA . Novo...

Patrocinado

https://click.afiliados.uol.com.br/Clique?idtUrl=397642&cpg=Mzk3NjQy&source=144&type=link&creative=SG9tZSBMb2ph&affRedir=https%3A%2F%2Fmeunegocio.uol.com.br%2Floja-virtual%3Faff_source%3Dae14226733424e5b905e2fa03e33d077