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A era dos Tablets




Por Mariano Gordinho*

Quando comecei a escrever esse texto, que vai ser publicado em nosso blog essa semana, a primeira coisa que me veio a mente foi o significado da palavra Tablet. 
Apesar de não estar totalmente convencido de que realmente entendemos a palavra de origem inglesa Tablet, continuamos a incorporar palavras de outros idiomas (especialmente o inglês) a nossa língua, como são originalmente, sem qualquer tipo de preocupação em alterá-las ou adequá-las ao nosso contexto linguístico e cultural.
A tradução literal de Tablet é Tabuleta – laje ou placa, de pedra ou marfim, com superfície destinada a escrita ou que ostente uma inscrição.  (a palavra tablete em nosso idioma está diretamente associada a palavra chocolate – tablete de chocolate).
Convencionamos então que Tablet é um dispositivo pessoal, em formato de prancheta, usado para acesso a Internet, organização pessoal, visualização de fotos e vídeos, leitura de jornais, livros e revistas e para entretenimento com jogos. Dispõe de tela sensível ao toque (touchscreen) que é o dispositivo de entrada e, através de uma caneta ou a ponta dos dedos, tem-se acesso as suas funcionalidades. Os Tablets são um novo conceito, que não deve ser confundido com smartphones, netbooks e notebooks apesar de ter inúmeras funcionalidades comuns a esses outros dispositivos.
Creio que após essa pequena dissertação, me senti mais à vontade para escrever sobre A era dos Tablets.
Essa semana estou fora do Brasil, participando do Conselho Mundial de Distribuição de Tecnologia (GTDC em inglês) do qual sou membro há cerca de 2 anos. Desde que cheguei ao aeroporto de Guarulhos em São Paulo, no avião e em todas as minhas escalas nos Estados Unidos, até chegar a Santa Ana na Califórnia (onde a reunião do conselho está acontecendo) fui literalmente “perseguido” por Tablets.
Vi Tablets de diversas cores, com os mais diversos tipos de capa e de diversos tamanhos e, o mais importante, sendo usado por todo tipo de pessoas, crianças, adultos, idosos e naturalmente por geeks (outra palavrinha inglesa amplamente utilizada para definir os maníacos por tecnologia, especialmente aqueles ligados a TI).
Certamente essa super exposição a esses dispositivos simpáticos, charmosos e atraentes serviu de inspiração, quando finalmente sentei em frente a meu notebook para escrever esse texto. Me dei conta então de que sou um daqueles que ainda não aderiu aos Tablets. Não por preconceito (tenho smartphone, notebook, netbook, via de regra me sinto um indivíduo conectado a tecnologia), mas porque até então não tinha percebido o valor dos Tablets ou, talvez porque essa revolução que eles vêm causando ainda não tivesse batido na minha porta.
Na minha cabeça o Tablet tinha que provar o valor de sua utilidade. Um conceito simples – lembrei da quantidade de geringonças que já comprei por impulso e, que na vida prática não tiveram a mínima utilidade.
Mas me propus a avaliar os Tablets sob o ponto de vista do usuário e me dei conta de que eles são de fato leves, portáteis, móveis e, IRREVERSÍVEIS. 
Os Tablets vieram para ficar: para acesso a Internet são infinitamente melhores e mais confortáveis do que os netbooks ou notebooks e, fiz uma continha básica da quantidade de tempo que navegamos pela Internet e só por essa razão já valem a pena; para a visualização de imagens (fotos e vídeos) são práticos, convenientes e eficientes (a funcionalidade que permite girar e esticar as imagens com a ponta dos dedos é imbatível); Como entretenimento pessoal são insuperáveis (tem até efeito terapêutico – os jogos e aplicativos de lazer, tem capacidade calmante) e, a quantidade de aplicações “úteis” que aparecem diariamente é estimulante – Num Tablet acessa-se o banco online com o mesmo nível de segurança e funcionalidade de qualquer computador, pode-se comprar e vender ações (se esse for o seu caso) e, utilizando aplicativos específicos, acessar os sistemas corporativos de sua empresa.
Cada vez mais e, cada vez mais rápido os Tablets vão incorporar aquelas necessidades do usuário que hoje são realizadas em um computador tradicional (desktop ou portátil) e vão executá-las de forma mais fácil e intuitiva. Os sistemas operacionais nos Tablets são mais amistosos e transparentes para quem usa – lembram mais a televisão (basta ligar, selecionar o canal e assistir) do que nossos bons amigos: os computadores. No aeroporto em São Paulo, me dei conta dessa enorme diferença – Um Tablet você liga e bingo! Sai usando. Mesmo os mais modernos e eficientes notebooks ainda precisam ser inicializados (para lembrar de um termo jurássico – tem de dar o boot).
No conselho falou-se muito de mobilidade, acessibilidade, segurança da rede e o aumento exponencial do tráfego de dados, causado principalmente pela explosão dos smartphones e Tablets! Todas as grandes corporações do mundo, sejam elas fabricantes de tecnologia, sejam elas usuárias de tecnologia, já têm uma agenda específica para tratar do assunto Tablets. A proliferação dos Tablets no mundo corporativo, nas escolas e nas famílias não está mais no radar – Já faz parte das discussões estratégicas sobre o uso da Tecnologia da Informação.  
E falou-se de Cloud Computing e, lá estava o Tablet novamente no centro das atenções – o Tablet como ele é hoje ou, como será num futuro próximo, será o principal dispositivo de acesso aos serviços de computação em nuvem, principalmente porque os Tablets são conceitualmente dispositivos para se consumir informação sobre demanda, que é a pedra de toque de Cloud Computing.
Lembrei de um velho sócio e bom amigo que adora tecnologia, mas por princípio nunca é um early adopter (outra expressão inglesa usada para definir aqueles indivíduos ou empresas que são invariavelmente os primeiros a adotar as mudanças tecnológicas). Ele acredita e, via de regra, está certo, que o custo da adoção da tecnologia em seu estágio inicial tem um ônus, técnico e financeiro, que ele prefere evitar. Bom, mas os Tablets já estão por aí a umas 03/04 gerações (quando pensamos em termos de versões de sistema operacional e funcionalidades aplicadas), creio que já não se tratam de produtos para early adopters. A questão agora é decidir se é o seu momento de mergulhar no universo dos Tablets.
Mariano Gordinho, Presidente ABRADISTI – Associação Brasileira dos Distribuidores de Produtos e Serviços de TI

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