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Futuro Alpha: por que sua empresa deve aprender com a Geração Z agora


Nascidos entre 1997 e 2010 ajudaram a criar um mapa de boas práticas que orienta empresas a se conectarem melhor com a nova geração 

Enquanto as empresas ainda se adaptam à Geração Z, os primeiros representantes da Geração Alpha já estão a caminho do mercado de trabalho. Segundo dados do Censo do IBGE de 2022, a população de até 14 anos ultrapassa os 40 milhões, representando 19,8% da população brasileira. Essa nova geração traz um conjunto de expectativas e habilidades que exigirão uma transformação ainda mais profunda no mundo corporativo. Mas a experiência recente com os colaboradores da Geração Z pode servir, na verdade, como um ‘mapa de boas práticas’ para se preparar para os Alpha. 

Para Wilma Dal Col, diretora de Recursos Humanos do ManpowerGroup, líder global em soluções de força de trabalho, as lições aprendidas com a Geração Z — como a flexibilidade nos formatos de trabalho (remoto/híbrido), a comunicação mais horizontal, a ênfase na diversidade e inclusão e a adaptação de ferramentas de comunicação para plataformas mais ágeis — serão a base para receber os Alpha. 

“O primeiro emprego no passado sempre foi caracterizado por ações muito operacionais, com foco em aprendizado presencial, níveis hierárquicos definidos e tarefas de produção, processamento e operação. A partir da década de 2010, começamos a ver uma maior busca por estagiários, o uso de ferramentas digitais e mais automação nas linhas de produção, por exemplo. E, em 2020, consolidou-se o uso massivo de ferramentas digitais, incluindo a Inteligência Artificial”, analisa Wilma. 

A transição da Geração Y (ou Millennials) para a Z já sinalizou mudanças importantes, como a valorização do propósito, o foco no bem-estar mental e a fluência digital. A Geração Z, no entanto, funcionou como uma ponte: embora sejam "nativos digitais" por terem crescido com smartphones e redes sociais, a Inteligência Artificial (IA) surgiu apenas em sua adolescência ou fase adulta jovem. Para a Geração Alpha, a IA não é uma ferramenta nova, mas sim um elemento intrínseco ao seu mundo. É precisamente por essa familiaridade orgânica com a tecnologia que o mercado de trabalho precisa se adaptar na hora de recebê-los. 

Para Wilma, isso significa que o primeiro emprego para essa nova geração deve ser uma forma de conquistá-los, preferencialmente por meio de atividades que estimulem a criatividade e uma visão sistêmica. “O maior investimento para eles está em utilizar uma linguagem adequada, desenvolver a capacidade de solução de problemas, garantir acesso à informação e ajudá-los a construir um portfólio de carreira baseado em habilidades — e não mais um currículo tradicional”, destaca. 

Outra prática para integrar a Geração Alpha é o uso de mentorias, em que colaboradores mais experientes possam treinar os mais jovens. “Todas as gerações têm muito a aprender e a ensinar umas às outras”, finaliza a executiva. 

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